O UFC Oklahoma City trouxe uma noite de combates aguardada no Paycom Center, em Oklahoma City, EUA. Embora o card inicial tivesse sido enfraquecido pela perda de uma luta importante, toda a atenção se voltou para os eventos principais, prometendo grandes emoções aos fãs de MMA.

O foco estava na luta principal, onde Kamaru Usman, uma lenda do esporte, buscava provar seu valor na categoria peso-médio contra o ex-campeão Dricus du Plessis. No co-main event, o experiente Jared Cannonier enfrentou a estrela em ascensão Christian Leroy Duncan.

A noite, contudo, foi marcada por performances espetaculares e finalizações notáveis, que redefiniram expectativas e lançaram novos nomes ao estrelato do octógono, conforme detalhado pela análise técnica de Andrew Richardson, lutador profissional e colaborador do MMAmania.com.

A Performance Avassaladora de Dricus du Plessis no UFC Oklahoma City

DDP deu um verdadeiro show, desmantelando completamente Kamaru Usman em uma luta que teve poucos momentos realmente competitivos. Desde o primeiro gongo, du Plessis usou fintas eficazes e jabs potentes de ambas as bases para controlar o ritmo.

Seu direto de direita atingia Usman com força, forçando suas pernas a travar. A partir do segundo round, du Plessis balançou Usman seriamente com um chute alto de esquerda em pelo menos uma vez por round, mostrando seu poder.

Usman demonstrou uma resistência inacreditável, recebendo uma surra brutal. Várias vezes, era visível que ele estava à beira do nocaute, mas sua força de vontade o manteve na luta, um testemunho de sua lendária dureza.

Ele suportou inúmeros socos e chutes na cabeça, além de cerca de uma dúzia de chutes no fígado. Foi uma quantidade de punição violenta para qualquer lutador, especialmente para um ex-campeão de 39 anos, evidenciando a intensidade do combate.

A performance de Usman lembrou o “Canto do Cisne” de seu amigo Henry Cejudo, um competidor de altíssimo nível, superado no final de sua carreira, mas ainda assim, recusando-se a desistir.

Sua resiliência e garra foram incríveis de se testemunhar, mesmo que essas qualidades acabassem por dar a du Plessis mais oportunidades de atacar à medida que a luta avançava, consolidando sua vitória no UFC Oklahoma City.

Chase Hooper Ajusta o Rumo com Vitórias Estratégicas

A luta de Chase Hooper contra Mitch Ramirez foi breve, mas mostrou sinais promissores para o futuro do lutador. Em seus combates anteriores, Hooper, um especialista em grappling, havia se exposto a contra-ataques por perseguir seus oponentes.

Ele corrigiu essa falha contra Ramirez, circulando e chutando, e então, na primeira oportunidade, mudou de nível para levar a luta para o chão. Essa é a estratégia ideal para ele, maximizando sua vantagem de alcance.

No solo, Hooper é brilhante de se assistir. Ele deslizou sem esforço para as costas de Ramirez, imediatamente aplicando um triângulo de corpo. Mesmo com Ramirez tentando escapar, a envergadura de Hooper permitiu-lhe manter o controle.

Não demorou muito para Hooper conseguir a finalização por estrangulamento. É esperado que ele despache adversários do nível de Ramirez rapidamente, mas foi bom ver “The Dream” usar seu conjunto de habilidades de forma eficaz, garantindo uma vitória rápida.

Fatima Kline, Uma Futura Campeã em Ascensão no MMA

A reação ao ver Fatima Kline defender uma queda, sair com a perna solta e girar para a posição de vantagem contra uma grappler talentosa como Tabatha Ricci foi de puro espanto: “Caramba, essa garota sabe lutar!”, comentou o analista.

Kline continuou a impressionar ao longo dos 15 minutos, aplicando várias quedas. Ela conseguiu poderosas quedas de duas pernas, trabalhou bem no clinch e aplicou algumas suplexes no final da luta, demonstrando um arsenal completo.

Esses arremessos foram facilitados pela vantagem de tamanho, já que Ricci poderia ser uma peso-átomo, mas o wrestling exibido por Kline foi de excelente qualidade durante todo o confronto, mostrando sua técnica apurada.

Na trocação, a seleção de golpes da lutadora de 26 anos foi elogiável. Embora não seja uma nocauteadora natural, ela causou dano real com chutes fortes no corpo, chutes baixos, cotoveladas e joelhadas implacáveis, mantendo a pressão constante.

Ela também finta quedas e combinações que aterrissam com impacto. Foi uma demonstração de como causar dano sem ter o poder de nocaute de lutadoras como Jessica Andrade ou Amanda Nunes, utilizando inteligência e técnica.

Além disso, Kline é faixa preta de jiu-jítsu. Somente o gongo salvou Ricci de uma derrota por finalização no segundo round. Para o MMAmania.com, as chances de Kline contra a maioria do Top 10 peso-palha são boas, e em um ou dois anos, ela pode estar disputando o título.

Tommy McMillen: O Prospecto que Gosta ou Não, Brilha no Octógono

Muitos podem querer que Tommy McMillen perca, devido à sua postura arrogante no microfone e à sua defesa deficiente. Sua atitude lembra a de seu parceiro de treino, Sean O’Malley, que por sua vez, é uma versão “desconto” de Conor McGregor.

Ainda assim, nada disso impede que McMillen seja um prospecto legítimo. Ele conectou mais de 200 golpes significativos, superando Alberto Montes rumo a uma vitória por interrupção no terceiro round, números comparáveis aos de Max Holloway.

As trocas iniciais foram competitivas, mas McMillen aumentou a pressão e o volume até seu oponente ceder. Ele atacou o corpo e misturou joelhadas no clinch, atingindo diferentes alvos em várias distâncias, mostrando versatilidade.

Há muito o que gostar em McMillen, que é enorme para a divisão peso-pena e sabe como impor sua fisicalidade. Ele tem uma abordagem de combate semelhante à de Payton Talbott, focada em volume, dano e atletismo.

Goste ou não, “Tommy Gun” é um prospecto real e promissor, que deixou sua marca no UFC Oklahoma City.

Outras Lutas e Destaques da Noite no UFC Oklahoma City

Felipe Franco derrotou Levi Rodrigues Jr. por nocaute no segundo round, conquistando sua primeira vitória no UFC em grande estilo. O wrestling de Franco foi decisivo, com quedas e golpes poderosos no chão, garantindo o controle total da luta.

Ele avançou bem na posição e atacou com socos fortes, chegando à montada no final do primeiro e início do segundo round. Franco foi ativo com seu ground-and-pound, forçando a interrupção de forma dominante.

RJ Harris venceu Alvin Hines por nocaute no primeiro round. Harris, em sua estreia no octógono com um cartel de 5-0, aplicou um belo uppercut de contra-ataque que literalmente tirou os pés de Hines do chão, seguido por uma série de golpes que garantiram a vitória. Bem-vindo ao UFC, “Hammer”!

Dione Barbosa derrotou Anna Melisano por finalização (mata-leão) no primeiro round. Barbosa não perdeu tempo, conseguindo uma queda no início e pulando nas costas de Melisano, finalizando rapidamente e mostrando sua perícia no grappling.


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