Ex-desafiante Chael Sonnen questiona a escolha de Max Holloway como adversário para o aguardado retorno de Conor McGregor ao octógono do UFC.

A comunidade do MMA está em polvorosa com o iminente retorno de Conor McGregor, mas nem todos veem o confronto contra Max Holloway com bons olhos. Um dos críticos mais vocais é o ex-desafiante ao cinturão do UFC, Chael Sonnen, que não hesitou em expressar sua surpresa e desaprovação.

Na visão de Sonnen, a revanche contra o “Blessed”, que está programada para liderar o UFC 329 em Las Vegas, não é o embate mais estratégico ou interessante para marcar a volta do astro irlandês após um longo período de inatividade no esporte.

Sua análise levanta um debate importante sobre a construção de legados e o que realmente move o interesse do público em lutas de alto perfil, conforme informações divulgadas durante sua participação no canal de Ariel Helwani no YouTube.

Chael Sonnen Critica a Escolha da Revanche

Chael Sonnen, conhecido por suas opiniões contundentes, admitiu ter ficado bastante surpreso com a decisão do UFC de casar novamente McGregor e Holloway. Ele apontou que McGregor já havia derrotado o havaiano por decisão unânime em 2013, no primeiro encontro entre os dois.

Em suas palavras, Sonnen foi direto: “Por que ele iria querer o Max? Ele já o derrotou. Eu achei que era a pior luta possível. Fiquei surpreso que o UFC tenha ido nessa direção”. Essa declaração reacende a discussão sobre o valor das revanches.

O ex-lutador argumenta que, ao final da história de McGregor, o público lembrará das trilogias com Dustin Poirier e das duas lutas com Nate Diaz, e até desejará mais uma com Diaz, mas não necessariamente uma nova luta com Holloway.

Novos Desafios Versus Revanches

O norte-americano acredita que o UFC perdeu uma grande oportunidade de promover um confronto inédito para o aguardado retorno de Conor McGregor. Para Sonnen, novos adversários teriam o potencial de despertar um interesse muito maior do público do que uma revanche contra o havaiano.

“Seria fascinante ele contra o Chandler, ele contra o Ruffy. Qualquer coisa nova”, completou o antigo rival de Anderson Silva, sugerindo nomes que poderiam oferecer um frescor à trajetória de McGregor no octógono.

Apesar das críticas de Sonnen, a organização do UFC manteve sua aposta na rivalidade. O duelo marca o retorno do “Notorious” após um longo período e coloca frente a frente dois dos maiores nomes da história da organização, com Holloway buscando vingar a derrota de uma década atrás.

A Pressão Sobre o Retorno de McGregor

Aos 37 anos, Conor McGregor tenta encerrar um jejum de vitórias que se estende por mais de seis anos. Sua última vitória aconteceu em janeiro de 2020, quando nocauteou Donald Cerrone em apenas 40 segundos, um feito impressionante que parece distante agora.

Desde então, o irlandês sofreu duas derrotas consecutivas para Dustin Poirier e não competiu mais após uma grave fratura na perna, ocorrida durante o combate de julho de 2021. Este longo período afastado do esporte intensificou a pressão sobre seu retorno ao UFC.

O duelo contra Max Holloway se torna um dos momentos mais importantes de sua trajetória recente. Uma vitória pode recolocar o ex-campeão entre os principais assuntos e desafiantes, enquanto um novo revés aumentaria as dúvidas sobre sua capacidade de competir em alto nível.

O Primeiro Encontro Histórico no Octógono

A primeira luta entre Conor McGregor e Max Holloway ocorreu no UFC Fight Night 26, em Boston, em agosto de 2013. Naquela época, ambos os lutadores estavam no início de suas carreiras no UFC, buscando firmar seus nomes na organização.

Na ocasião, McGregor levou a melhor, conquistando a vitória por decisão unânime dos juízes. Essa luta aconteceu anos antes de o irlandês se tornar campeão peso-pena em 2015 e, posteriormente, o primeiro a conquistar cinturões em duas categorias diferentes do UFC, em 2016, contra Eddie Alvarez.

Max Holloway, por sua vez, se tornou campeão dos penas e defendeu o título diversas vezes, além de conquistar o cinturão BMF em uma luta memorável contra Justin Gaethje no UFC 300, com um nocaute histórico nos últimos dez segundos do combate, solidificando seu legado no esporte.


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