A insatisfação em torno de Islam Makhachev, atual campeão dos pesos-leves do UFC, ganhou um reforço de peso no cenário do MMA. O ex-campeão dos pesos-médios e renomado comentarista do Ultimate, Michael Bisping, juntou-se ao coro de críticas contra a frequência de lutas e o gerenciamento de carreira do atleta russo.

A postura de Makhachev, que optou por não atuar no card do UFC 336 e aguardar a definição de seus próximos passos nos meio-médios, tem gerado discussões acaloradas entre fãs, analistas e figuras importantes do esporte.

Em um vídeo publicado em seu canal no ‘Youtube’, o veterano britânico não poupou palavras, utilizando o exemplo de outro grande nome do MMA, Alexander Volkanovski, para evidenciar sua preocupação com a atividade do campeão russo.

A voz de Michael Bisping e a crítica direta

Michael Bisping, conhecido por suas opiniões contundentes, expressou duras críticas à maneira como Islam Makhachev tem conduzido sua carreira. O ex-campeão do UFC destacou a pouca frequência de lutas do russo, algo que, em sua visão, prejudica a atratividade de seu reinado na organização.

“Ele [Volkanovski] é a verdadeira essência do lutador. Ele aceita os desafios. Ele se mantém ativo. Ele não é como o Islam, que luta uma vez por ano e fica escolhendo a dedo contra quem vai lutar, enquanto deixa os desafiantes se enfrentarem“, disparou Bisping, reforçando a insatisfação com a inatividade do campeão do UFC.

Volkanovski como contraponto ideal

Para Bisping, a postura de Alexander Volkanovski, campeão dos pesos-penas, serve como um contraponto ideal para as críticas contra Islam Makhachev. Volkanovski é elogiado por sua atividade e por aceitar desafios constantes, inclusive subindo de categoria em algumas ocasiões.

Essa característica de se manter ativo e disponível para enfrentar os melhores desafiantes é o que, segundo o comentarista, falta ao campeão russo, que é percebido como alguém que prefere esperar por lutas específicas, em vez de defender seu cinturão regularmente.

O debate nos bastidores do UFC

As declarações de Bisping reforçam um debate que tem ganhado força nos bastidores do UFC, especialmente após a confirmação da ausência de Islam Makhachev no UFC 336. Enquanto diretores da organização e atletas da divisão dos 77 kg demonstraram incômodo com a espera imposta pelo russo, outros nomes, como Henry Cejudo, saíram em sua defesa.

Cejudo argumentou que é natural um campeão desejar que seus postulantes ao título se enfrentem em uma eliminatória. No entanto, a visão de Bisping reflete a preferência de uma parcela significativa da comunidade das lutas por campeões mais ativos, uma característica frequentemente associada a Volkanovski em suas defesas de título.

O futuro de Islam Makhachev nos meio-médios

Com o anúncio de um cinturão interino entre Carlos Prates e Michael Morales para o início do ano, a expectativa agora gira em torno de quando Islam Makhachev retornará à ação para unificar o título dos meio-médios. A pressão para que o campeão do UFC aumente sua frequência de lutas é crescente, impulsionada pelas críticas de figuras influentes como Michael Bisping.

O cenário aguarda os próximos passos de Makhachev, que terá a missão de não apenas defender seu cinturão, mas também de reconquistar a confiança e o entusiasmo de parte da comunidade do MMA, que anseia por um campeão mais presente no octógono.


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