Um incidente chocante marcou o evento Airtox Dominance FC 8, ocorrido em 17 de outubro em Copenhague, na Dinamarca. O lutador Khusein Askhabov, um veterano do UFC, teve sua vitória por nocaute técnico no primeiro round contra Reinaldo Ekson anulada e convertida em uma desclassificação. A decisão veio após a Federação Dinamarquesa de MMA (DMMAF) revisar a luta, que serviu como co-evento principal do card.
A polêmica surgiu quando Askhabov atacou Ekson durante um tempo limite, concedido após um suposto dedo no olho. O caos se instalou no octógono, e o árbitro inicialmente concedeu a vitória por TKO ao lutador checheno. No entanto, a equipe de Ekson protestou veementemente nas redes sociais, o que levou a DMMAF a anunciar sua decisão final na última segunda-feira, conforme informações divulgadas pelo MMA Fighting.
Este caso levanta importantes debates sobre a conduta esportiva e o cumprimento das regras em uma luta de MMA profissional, com a federação agindo de forma rigorosa para preservar a integridade do esporte.
O Incidente Chocante no Octógono
A DMMAF, após uma análise cuidadosa do ocorrido, concluiu que as ações de Askhabov durante o tempo limite constituíram uma violação grave das Regras Unificadas de Artes Marciais Mistas. “Tendo revisado o incidente, a DMMAF determinou que as ações de Askhabov durante o tempo limite constituíram uma séria violação das Regras Unificadas de Artes Marciais Mistas e justificavam a desclassificação, independentemente das circunstâncias que cercaram a paralisação inicial”, declarou a federação em um comunicado oficial.
Askhabov e seus cornermen foram punidos com uma suspensão de 12 meses, sendo impedidos de participar de “todos os eventos e atividades sancionados pela DMMAF, incluindo participação como lutador, treinador, cornerman ou em qualquer outra capacidade, de acordo com o Código de Conduta da federação”, anunciou a comissão. A DMMAF condenou veementemente a conduta, afirmando que “tentativas de atacar um oponente durante um tempo limite, desrespeito às instruções do árbitro e interferência não autorizada das equipes de córner são inaceitáveis e não têm lugar no MMA profissional”.
As Versões dos Lutadores
Reinaldo Ekson celebrou a decisão da federação. “A decisão da federação foi justa”, disse Ekson ao MMA Fighting. “Em nenhum momento quis manchar a reputação do meu oponente ou prejudicá-lo, mas a justiça prevaleceu. Fui prejudicado pelo que aconteceu, e graças a Deus a federação tomou uma decisão justa.” Ekson também criticou seu oponente por golpes ilegais na nuca, que ele alegou quase causaram o fim prematuro da luta de MMA.
“O golpe na nuca foi o mais forte”, afirmou Ekson. “Isso me afetou muito e enviou um choque por toda a minha coluna cervical até a perna. Fiquei lá por quatro minutos e pensei que talvez não voltasse, mas meu córner me encorajou. Acabei retornando ainda sentindo a perda de força causada pelo golpe na nuca.” Ele também descreveu o momento do ataque. “Ele colocou a mão no meu olho e usou o polegar para arranhá-lo, e esse arranhão me deixou completamente tonto, com a visão embaçada. Meu olho ficou muito irritado, e passei sete dias usando antibióticos que o próprio médico do evento recomendou.”
Por outro lado, Askhabov, que lutou apenas uma vez no UFC e foi dispensado após suposta prisão por sequestro, tortura e extorsão na Tailândia em 2023, expressou seu descontentamento na publicação da DMMAF nas redes sociais. “Eu vim para lutar. Era tudo o que eu queria”, escreveu Askhabov. “Durante toda a luta, meu oponente me insultou repetidamente e tentou me provocar. Aos meus olhos, ele já estava mentalmente quebrado e procurando todas as desculpas possíveis para escapar da luta. Entendo que as emoções estavam à flor da pele e erros foram cometidos.”
Ele questionou a decisão. “Não é nem um ‘no contest’? Mas como diabos ele é declarado o vencedor? Como ele me venceu? Eu vim para lutar, não para ver alguém ir embora e ser recompensado com uma vitória. Os fãs viram isso! Vocês podem me punir por ações, mas isso não significa que meu oponente mereça uma vitória que ele não conquistou dentro da jaula. Onde está a justiça nisso? Essa decisão não faz absolutamente nenhum sentido para mim. Quero deixar uma coisa absolutamente clara: nunca tive a intenção de machucar meu oponente ou qualquer pessoa de sua equipe.”
A Punição e a Justificativa da Federação
A DMMAF manteve sua posição firme, ressaltando a importância de manter a integridade das regras do esporte. A desclassificação de Askhabov serve como um precedente importante para garantir que condutas antiesportivas, especialmente ataques durante paralisações ou tempos limites, sejam severamente punidas. A federação deixou claro que a segurança dos atletas e o respeito às regras são primordiais em qualquer luta de MMA.
A suspensão de 12 meses imposta a Askhabov e sua equipe reflete a seriedade com que a DMMAF trata tais violações. Esta medida visa não apenas punir o ato específico, mas também desencorajar comportamentos semelhantes no futuro, reforçando o código de conduta que rege o MMA profissional. A decisão final da federação foi recebida com alívio por Ekson e sua equipe, que viram a justiça prevalecer após o controverso desfecho inicial do combate.

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