O cinturão ‘BMF’ (atleta mais casca-grossa) do UFC, tradicionalmente associado a combates intensos e trocas de golpes em pé, tem sua essência questionada por um dos maiores nomes do esporte.

Charles ‘Do Bronx’ Oliveira, conhecido por sua maestria no jiu-jitsu e por ser o maior finalizador da história do Ultimate, rechaça veementemente o estigma de que os confrontos pelo título devem ser unidimensionais.

Em uma declaração que agitou o mundo das lutas, o brasileiro deixou claro que não se sente pressionado a se encaixar nesse conceito, mirando objetivos maiores, conforme entrevista concedida ao site ‘MMA Fighting’.

A Controvérsia do ‘BMF’ e a Visão de Do Bronx

Em sua fala, Charles Do Bronx foi categórico ao desvalorizar a mística em torno do cinturão ‘BMF’, argumentando que sua abordagem no octógono transcende a ideia de uma “guerra” apenas em pé. Ele citou seu triunfo dominante contra Max Holloway como um exemplo de performance completa, que, segundo ele, foi criticada por alguns fãs e especialistas na época.

“O que eu fiz com o Max, ninguém da divisão fez. Tirei o Max para nada, tanto em pé quanto no chão. Meu domínio de solo foi 100%. Mas dizem: ‘Ah, a luta de BMF tem que ir para se quebrar’. Então, sendo bem verdadeiro, o cinturão está aqui, leva para lá. Porque esse cinturão não serve para mim”, declarou o lutador, traduzindo sua fala para o ‘MMA Fighting’.

O campeão reforça sua identidade como um atleta de MMA completo, afirmando: “Sou um lutador de MMA, sou um cara completo, tanto em pé quanto no chão.” Para o próximo confronto contra Diego Lopes, Charles Oliveira prometeu uma performance ainda mais aprimorada, sem qualquer pressão para se adequar a um molde específico de “casca-grossa”.

“Para a luta com o Diego, estou indo sem pressão nenhuma. Simplesmente indo para mostrar um Charles melhor do que o contra o Gamrot, Max, e assim por diante. Cada vez mais completo no ‘game’. A gente não vai lutar boxe, muay-thai, wrestling ou jiu-jitsu. A gente vai fazer MMA. O que é o MMA? Mistura das artes. Estou indo 100% completo para essa luta”, enfatizou Do Bronx, destacando a essência multidisciplinar de seu estilo.

Foco Total no Título Linear dos Leves

Apesar de suas declarações incisivas sobre o cinturão BMF, Charles ‘Do Bronx’ Oliveira, que completou 37 anos recentemente, demonstra uma inabalável gana por retornar ao topo da categoria. O verdadeiro objetivo do faixa-preta de jiu-jitsu é o título linear dos pesos-leves, e ele não esconde sua ambição.

Em caso de vitória sobre Diego Lopes no UFC 335, o brasileiro já planeja uma campanha robusta por uma nova chance de disputar o cinturão principal. Recentemente, Charles Do Bronx chegou a pressionar o atual campeão, Justin Gaethje, para que defina seu futuro no esporte, após a vitória do americano sobre Ilia Topuria na Casa Branca.

A determinação de Charles Oliveira em conquistar novamente o posto de campeão indiscutível dos pesos-leves é evidente. Ele busca provar que sua versatilidade no MMA é a chave para o sucesso duradouro, independentemente de títulos simbólicos como o BMF.

UFC 335: Próximo Desafio e o Card Estrelado

O aguardado confronto entre Charles Do Bronx e Diego Lopes será o evento principal do último card numerado do ano, o UFC 335. A luta está marcada para o dia 12 de dezembro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), prometendo ser um espetáculo para os fãs de MMA.

Além do embate de Do Bronx, o evento contará com outro grande nome do MMA nacional no co-main event: Alex Poatan. O astro brasileiro, em busca de uma nova oportunidade de disputar o título dos pesos-pesados, enfrentará o gigante russo Sergei Pavlovich, adicionando ainda mais peso a um card já recheado de estrelas.

Este evento é crucial para Charles Oliveira, que pretende usar a plataforma do UFC 335 para reafirmar sua posição como um dos lutadores mais completos e perigosos da atualidade, pavimentando seu caminho de volta ao cinturão linear dos leves.


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