A comunidade do MMA foi pega de surpresa com o fim do contrato de Farid Basharat com o UFC, especialmente após o lutador bantamweight ostentar um impressionante cartel invicto de 7-0 na organização. A situação gerou ainda mais burburinho quando o CEO do UFC, Dana White, insinuou que havia uma ‘razão definitiva’ para a não renovação, sugerindo que Basharat poderia ser difícil de lidar.

No entanto, Basharat não demorou a responder às declarações de White. Utilizando suas redes sociais, o lutador refutou categoricamente as implicações, buscando limpar seu nome e explicar os verdadeiros motivos, em sua percepção, para sua saída inesperada do maior evento de MMA do mundo.

A polêmica reacende o debate sobre a relação entre lutadores e a organização, e a direção que o UFC estaria tomando em sua busca por entretenimento. As informações detalhadas foram divulgadas pelo Morning Report.

A Resposta Direta de Basharat a Dana White

Farid Basharat, em sua resposta, foi direto ao ponto, negando veementemente qualquer sugestão de que teria recusado lutas ou sido um atleta problemático. ‘Ele meio que aludiu que talvez eu estivesse recusando lutas, ou talvez fosse difícil de lidar’, disse Basharat, traduzindo suas palavras da fonte original.

O lutador destacou seu histórico de compromisso, mencionando que em Abu Dhabi, em 2024, enfrentou um oponente que excedeu o peso em 10 libras, uma das maiores disparidades de peso na história do UFC, e ainda assim prosseguiu com a luta, vencendo e ‘dando um bom espetáculo’. Ele também lembrou sua luta no Contender Series, onde competiu com um ‘ligamento colateral medial (MCL) rompido no cotovelo’.

Basharat desafiou White a consultar a própria equipe do UFC. ‘Esses são fatos, você pode perguntar à sua equipe do UFC, você pode perguntar à equipe de nutrição, você pode perguntar à equipe de fisioterapia’, afirmou, reiterando que ‘não houve problemas comigo de forma alguma’. Ele expressou a necessidade de ‘limpar meu nome’ após as acusações.

Os Bastidores da Não Renovação do Contrato

Em um vídeo separado em seu canal no YouTube, antes da declaração de White, Basharat já havia detalhado como sua passagem pelo UFC chegou ao fim. Sua última luta contratual foi no UFC 329, em julho, a quarta luta de seu segundo contrato.

Segundo o lutador, o procedimento comum é iniciar as conversas de renovação antes da última luta. ‘Nós prosseguimos com a luta, obviamente, obtive a vitória, e então, subsequentemente, entramos em contato para dizer: ‘Vamos renegociar’’, explicou. No entanto, o UFC ‘adiou, apenas suspendeu as conversas’, e Basharat não teve notícias da organização por cerca de três meses, de meados de julho até o final de outubro.

A Nova Visão do UFC, Segundo Basharat

Basharat acredita que o motivo de sua dispensa vai além de questões contratuais ou de conduta. Ele sugere que não se encaixa na ‘direção que eles estão tentando seguir’. ‘Acho que eles estão tentando ir atrás de brigadores, derramar seu sangue, quer você ganhe ou perca, esse tipo de coisa’, avaliou.

O estilo de luta de Basharat é descrito por ele como de ‘alto QI, inteligente, derrotar o oponente onde ele é fraco, e não lutar onde eles são fortes’. Ele acredita que ‘não é isso que eles estão buscando’. O lutador criticou a organização, afirmando que ‘a empresa, o UFC, está fabricando uma base de fãs que não aprecia lutas de boa qualidade, e eles apenas apreciam esses tipos de lutas de pancadaria onde, mesmo que seja um confronto desigual, mesmo que seja uma luta de baixo nível, desde que haja sangue, desde que seja um nocaute no primeiro round, estamos felizes’.

Em sua análise, essa abordagem pode ser prejudicial a longo prazo. ‘E na minha opinião, você não pode construir um esporte com isso. Você pode ir bem por alguns anos em termos de audiência, mas cedo ou tarde, isso vai deslegitimar o esporte’, concluiu Basharat, levantando uma discussão importante sobre o futuro e a identidade do MMA.


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