A confirmação de uma disputa de cinturão vago no UFC 332, que acontece neste sábado (3) em Salt Lake City, colocou a lutadora brasileira Natalia Silva sob os holofotes, mas também a expôs a uma onda de críticas.

A atleta enfrenta não apenas o desafio de ajustar sua estratégia após a lesão da ex-campeã Valentina Shevchenko, mas também precisa lidar com o favoritismo e com os questionamentos sobre a escolha de seu combate para liderar o evento.

Em meio a esse cenário, Natalia Silva, que ostenta um impressionante cartel de oito vitórias consecutivas na organização, se pronunciou sobre os comentários negativos, mantendo a calma e a confiança em seu trabalho, conforme entrevista exclusiva à Ag Fight.

Ignorando o ‘Pior Main Event da História’

Entre as vozes mais contundentes, o ex-lutador do Ultimate, Brendan Schaub, classificou a luta de Natalia como o “pior ‘main event’ da história do MMA”. Contudo, a brasileira se mostra alheia a esse ceticismo externo, focando exclusivamente em sua preparação e desempenho no octógono.

Natalia Silva fez questão de minimizar o impacto dessas declarações em sua rotina. Ela afirmou que o barulho fora do octógono não interfere em sua concentração. “As pessoas podem falar o que quiserem. Sempre vai ter alguém para criticar algo, independente do quão bom seja. A função deles é essa, falar. Não faz diferença para mim”, disse a lutadora.

A confiança da atleta é inabalável, ela está determinada a provar seu valor. “Vou chegar lá e fazer meu trabalho. As pessoas sempre vão querer dizer que você não é bom o suficiente ou que não merece algo, mas depois elas vão ter que falar que estavam erradas”, completou Natalia, desafiando os críticos com sua performance.

Reviravolta na Preparação e Nova Adversária

A caminhada até a luta principal exigiu grande flexibilidade da equipe de Natalia Silva. O planejamento inicial, meticulosamente focado nas brechas da ex-campeã Valentina Shevchenko, precisou ser completamente descartado após a saída da quirguiz por lesão.

A nova adversária, Wang Cong, surge com credenciais notáveis. A lutadora chinesa já derrotou a própria Valentina Shevchenko em um combate de kickboxing no passado, adicionando uma camada de complexidade ao desafio. No entanto, sua única derrota no MMA foi imposta por outra brasileira, Gabriella Fernandes, via finalização.

Essa mudança de oponente exigiu uma reavaliação completa da estratégia, mostrando a capacidade de adaptação de Natalia Silva e sua equipe diante de imprevistos em um evento de tamanha magnitude.

Estratégia Detalhada e Foco na Vitória

Apesar do mistério em torno dos atalhos traçados para a luta, a especialista em taekwondo Natalia Silva ressaltou que estudou minuciosamente as atuações de sua rival no Ultimate. Ela descartou o peso da rotulagem de favorita, mantendo uma visão equilibrada sobre o confronto.

“Quando entro para lutar, não vejo favoritismo. Vejo 50% para mim e 50% para ela”, pontuou Natalia Silva, demonstrando humildade e foco. Sua mentalidade permanece a mesma, treinando intensamente com o objetivo de vencer, independentemente de quem esteja do outro lado do octógono.

A mineira destacou que, embora Wang Cong seja perigosa e experiente no kickboxing, o MMA é um esporte completamente diferente. “Estudamos todas as lutas dela e trabalhamos tudo para aproveitar qualquer brecha que surgir”, afirmou, indicando que está preparada para duelar em qualquer área do combate.

Longe de se preocupar em levar o confronto para a decisão dos juízes, a postulante ao título garantiu que entrará com foco total em impor um desempenho contundente desde o início. A forma como o duelo vai terminar, segundo Natalia Silva, não importa, contanto que saia do octógono com o braço erguido e o cinturão na cintura.


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