O conceito do Monte Rushmore, que representa os quatro maiores nomes em uma determinada categoria, é frequentemente utilizado para eleger os atletas mais influentes e marcantes de um esporte. No mundo do MMA, essa discussão gera sempre grande repercussão, especialmente quando parte de figuras proeminentes.
Desta vez, foi o campeão peso-leve do UFC, Justin Gaethje, quem compartilhou sua visão sobre os maiores de todos os tempos. Sua lista, contudo, não seguiu a regra tradicional de apenas quatro nomes, trazendo uma seleção expandida e cheia de surpresas.
Com a inclusão de dois grandes ícones do MMA brasileiro, a escolha de Gaethje reacende o debate sobre o legado e a importância histórica de diversos atletas na modalidade, conforme informação divulgada durante sua participação no podcast ‘One Night with Steiny’.
A seleção inusitada de Justin Gaethje para o Monte Rushmore do MMA
Ao ser questionado sobre seu Monte Rushmore do MMA, Justin Gaethje não hesitou em expandir a lista, afirmando: “Monte Rushmore é uma pergunta muito difícil. Quantos lutadores eu posso escolher? Quatro? Que se dane! Por que não seis? Eu faço o meu próprio. Royce Gracie, Anderson Silva, GSP, Jon Jones e Chuck Liddell. Acho que são esses”.
Essa declaração mostra a liberdade do lutador em definir seus próprios critérios, resultando em uma lista de cinco lendas que, para ele, moldaram e dominaram o esporte ao longo dos anos. A escolha de Royce Gracie e Anderson Silva, em particular, ressalta a importância dos pioneiros e dos revolucionários do esporte.
O peso dos brasileiros no seleto grupo de lendas do UFC
A presença de Anderson Silva e Royce Gracie no Monte Rushmore do MMA de Justin Gaethje é um reconhecimento significativo da contribuição brasileira para o esporte. Royce Gracie é amplamente considerado um dos fundadores do UFC e um dos grandes responsáveis por popularizar o jiu-jítsu no cenário mundial.
Já Anderson Silva, o “Spider”, é reverenciado por seu estilo inovador, seus nocautes espetaculares e seu domínio avassalador na categoria dos médios, que o tornou um dos maiores campeões da história do UFC. A inclusão desses dois nomes reforça o peso histórico e cultural do Brasil na construção da modalidade.
A notável ausência de Khabib Nurmagomedov na lista de Gaethje
Um dos pontos mais surpreendentes na lista de Justin Gaethje foi a ausência de Khabib Nurmagomedov. A exclusão causou espanto entre os apresentadores do podcast, especialmente porque Gaethje já havia declarado em diversas ocasiões que Khabib foi o adversário mais duro de sua carreira, após ser derrotado por ele em 2020.
Mesmo diante do questionamento direto sobre se o ex-campeão invicto não mereceria um lugar entre os maiores, Justin Gaethje manteve sua posição categórica. Ele respondeu simplesmente: “Não, no meu não”, o que gerou ainda mais discussão sobre seus critérios pessoais para montar o Monte Rushmore do MMA.
Critérios pessoais e o legado no esporte
A seleção de Justin Gaethje reflete uma perspectiva pessoal, que valoriza não apenas o domínio técnico, mas também o impacto cultural e a longevidade dos atletas no octógono. A escolha de nomes como Georges St-Pierre, Jon Jones e Chuck Liddell, ao lado dos brasileiros, demonstra um apreço por diferentes eras e estilos do MMA.
Essa lista, vinda de um atual campeão do UFC, adiciona uma camada de reverência e importância ao debate sobre os maiores de todos os tempos. Ela reafirma que, ao avaliar o legado global dos pioneiros e campeões dominantes, os atletas brasileiros são sempre citados como figuras indispensáveis na história da luta.

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