Pantoja detalha análise de luta crucial no UFC 331 e sua relação com companheiros de treino
Alexandre Pantoja, o atual campeão peso-mosca do UFC, tem um compromisso de alta importância neste sábado, 19 de agosto, quando enfrenta Joshua Van na luta principal do UFC 331, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Contudo, mesmo em meio à intensa preparação para a revanche pelo cinturão dos moscas, o brasileiro demonstra atenção a outro confronto relevante para o cenário do MMA, que também envolve um compatriota.
O lutador fez uma análise detalhada do aguardado duelo entre Arman Tsarukyan e Maurício Ruffy, que será a luta coprincipal do card. Pantoja destacou a evolução de Ruffy e o alto nível de Tsarukyan, apontando os elementos que prometem tornar este confronto particularmente interessante para os fãs.
Mais surpreendente, o campeão também revelou para quem vai sua torcida, explicando os motivos por trás de sua escolha, conforme informações divulgadas em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS.
Alexandre Pantoja avalia Arman Tsarukyan e Maurício Ruffy
Em sua análise sobre o confronto, Alexandre Pantoja não poupou elogios a Arman Tsarukyan, reconhecendo o armênio como um dos maiores talentos do esporte. O campeão enfatizou a qualidade de Tsarukyan, que, em sua visão, já deveria ter disputado o cinturão da categoria.
“Sem sombra de dúvidas, o Arman é um dos maiores atletas do mundo, um atleta de elite. Acho que é uma luta muito dura para o Ruffy, apesar de o Ruffy sempre ter uma carta na manga, sempre poder tirar algo”, declarou Pantoja ao SUPER LUTAS. Ele ainda comparou Tsarukyan a outros nomes importantes: “Foi o que ele fez contra o Michael Chandler, que é um wrestler. Só que o Arman é muito mais atleta do que o Michael Chandler no momento atual. Acho que o Arman já deveria ter disputado o cinturão. Ele teve uma oportunidade, mas, por causa de uma lesão, precisou sair da luta.”
Apesar da força de Tsarukyan, Pantoja também notou a significativa evolução de Maurício Ruffy. O brasileiro observou que Ruffy apresentou mudanças importantes em sua abordagem e performance, especialmente após sua derrota para o francês Benoît Saint Denis.
“Mas acho que ele é o cara que tem que disputar o cinturão. Está pronto, vem se provando muitas vezes. Acredito que o Ruffy também teve uma evolução muito grande com esse novo treinamento. Mostrou isso na última luta, apresentou uma postura diferente, uma distância melhor. Depois da derrota para o francês, melhorou muito, evoluiu muito. Vai ser uma luta muito interessante de assistir também”, revelou o ex-campeão, mostrando que ambos os atletas chegam ao UFC 331 em alto nível.
A surpreendente torcida de Pantoja no UFC 331
Um dos pontos mais curiosos da entrevista foi a revelação da torcida de Pantoja. Apesar do duelo ser entre um brasileiro e um atleta estrangeiro, o campeão peso-mosca declarou seu apoio a Arman Tsarukyan, explicando sua decisão com base na lealdade à American Top Team (ATT), sua academia de treinamento.
“Tem muito isso, de atletas de fora contra brasileiros. Tem atletas do mundo inteiro no meu camp, então eu tive atletas de cinco nacionalidades diferentes e, na academia, temos no mínimo 20 nacionalidades diferentes. Gosto muito do Ruffy, torço muito por ele, mas, primeiro, somos American Top Team”, explicou Alexandre Pantoja. Ele ressaltou a importância dos laços construídos no dia a dia da academia: “Defendemos nosso time, porque são as pessoas que te ajudam a evoluir, os parceiros de treino, as pessoas com quem você trabalha todos os dias. Se treino com um cara japonês que me ajuda o tempo todo, não tem como ficar contra ele.”
Essa declaração de ‘The Cannibal’ sublinha a forte cultura de equipe na American Top Team, onde a camaradagem e o apoio mútuo superam as barreiras nacionais, especialmente em eventos como o UFC 331.
Trajetória vitoriosa de Alexandre Pantoja
Aos 36 anos, Alexandre Pantoja consolidou-se como um dos principais nomes do UFC e um dos lutadores mais bem-sucedidos na divisão dos moscas. Com uma carreira profissional que começou em 2007, o brasileiro ostenta um cartel impressionante de 30 vitórias e apenas seis derrotas.
Seu histórico inclui oito triunfos por nocaute e 12 por finalização, demonstrando a versatilidade e o poder de finalização do campeão. Pantoja conquistou vitórias marcantes sobre adversários de peso como Manel Kape, Brandon Moreno, Brandon Royval, Steve Erceg e Kai Kara France, solidificando seu legado no octógono e preparando o terreno para sua próxima defesa de título no UFC 331.

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