A rivalidade explode: Eduarda Ronda e Casey O’Neill no UFC 331
A lutadora brasileira Eduarda Moura, conhecida como ‘Ronda’, está pronta para seu retorno ao octógono mais famoso do mundo. Após uma derrota em fevereiro, a sergipana busca a redenção neste sábado, dia 19, contra a escocesa naturalizada australiana Casey O’Neill, no card preliminar do UFC 331, em Los Angeles, EUA.
Contudo, este confronto vai muito além de uma simples disputa esportiva. Para Eduarda Ronda, o embate ganhou contornos profundamente pessoais, prometendo um duelo eletrizante e cheio de emoção.
A tensão entre as atletas escalou rapidamente, transformando o que seria uma luta comum em um acerto de contas dentro do cage, conforme informações divulgadas pela Ag Fight.
Como a rivalidade entre Eduarda Ronda e Casey O’Neill começou
A faísca que acendeu essa rivalidade surgiu quando Eduarda Ronda procurava por uma adversária para seu próximo desafio. Analisando as opções, a lutadora brasileira decidiu focar em Casey O’Neill e, de forma direta, entrou em contato com ela através de mensagens privadas nas redes sociais, buscando concretizar a luta.
No entanto, a recepção da australiana à abordagem de Eduarda não foi nada amistosa. A interação inicial, que deveria ser apenas profissional, rapidamente tomou um rumo inesperado e provocativo, marcando o início da tensão entre as duas.
“Pedi [a Casey O’Neill como adversária]. Na verdade, eu conversei com ela no Instagram e ela jogou umas piadinhas, e falou que não é ela quem marca [as lutas]…”, relatou Eduarda Ronda em entrevista exclusiva à Ag Fight. A brasileira então buscou Mick Maynard, um dos matchmakers do UFC, que inicialmente negou o confronto devido aos históricos recentes das lutadoras.
Apesar da negativa inicial, o destino parecia ter outros planos. “Mas Deus é tão bom que um mês depois veio a notícia da luta com a Casey”, comemorou Eduarda, revelando a reviravolta que confirmou o aguardado combate no UFC 331.
O ponto de virada: “Agora é pessoal” para Eduarda Ronda
A interação pouco amistosa nas redes sociais foi o catalisador para que a rivalidade esportiva se transformasse em uma rixa pessoal para a lutadora brasileira. Eduarda Ronda deixou claro que as provocações de Casey O’Neill não foram ignoradas e que a resposta virá onde mais importa: dentro do octógono.
“Eu fiz uma análise de quem tinha acabado de lutar perto de mim. Não foi uma escolha: ‘quero lutar com ela por algum motivo especial’. Agora tem [risos]. Agora tem um motivo pessoal! Levei [para o coração]. Tem que dar uma resposta para ela”, afirmou Eduarda à Ag Fight, com um tom de quem está pronta para o desafio.
A brasileira confessou que a ironia da australiana a motivou ainda mais. “Nem respondi [no Instagram]. A resposta eu pretendo dar depois da luta. Eu pedi ela porque sabia que estava vaga. Aí, a gente conversando, eu fiz tanta ‘amizade’ com ela que me deu vontade de querer realmente lutar com ela. Rolou [uma resenha]. Ela é bastante irônica”, concluiu Eduarda Ronda, sublinhando a intensidade de seu sentimento para o UFC 331.
Casey O’Neill e o histórico de rivalidade com lutadoras brasileiras
A tensão com Eduarda Ronda não é um caso isolado na carreira de Casey O’Neill. A australiana já tem um histórico de rivalidade com outras lutadoras brasileiras. Antes da sergipana, O’Neill se envolveu em uma disputa acalorada com Luana Santos, a quem enfrentou e venceu no UFC 305, em 2024.
A relação entre O’Neill e Luana Santos, inclusive, esquentou novamente após o combate, quando Luana relatou à Ag Fight uma discussão no UFC Performance Institute, em Las Vegas, motivada por declarações anteriores da brasileira. Esse padrão mostra que Casey O’Neill não se esquiva de confrontos verbais e que a intensidade dos duelos com atletas do Brasil é uma constante em sua trajetória.
Agora, Casey terá pela frente sua sexta oponente brasileira em nove lutas pelo Ultimate, e Eduarda Moura garante que desta vez a resposta às provocações será dada de forma categórica dentro do cage. A expectativa para o combate no UFC 331 é altíssima, com Eduarda Ronda determinada a fazer valer a promessa de que “agora é pessoal”.

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