Cris Cyborg indica possível adiamento da aposentadoria e vê fusão PFL-MVP como divisor de águas para sua carreira no MMA

Cris Cyborg, uma das maiores pioneiras do MMA feminino, surpreendeu o mundo das lutas ao sinalizar que sua aposentadoria, inicialmente planejada para 2026, pode não acontecer tão cedo. Aos 41 anos, a lutadora expressa uma vitalidade e performance que a fazem questionar seus próprios limites e o futuro nos octógonos.

Com um contrato se encerrando na PFL, a decisão sobre continuar ou não na ativa ganha novos contornos, especialmente com a recente movimentação no cenário do esporte que promete grandes mudanças e oportunidades inéditas para atletas de alto nível.

Este cenário de incertezas e expectativas foi detalhado pela própria Cris Cyborg em uma entrevista concedida ao MMA Junkie Radio, onde a atleta compartilhou suas reflexões sobre a longevidade no esporte e o que pode vir a seguir, conforme a entrevista divulgada pelo MMA Junkie Radio.

A reviravolta nos planos de aposentadoria de Cris Cyborg

Por dois anos, a contagem regressiva para a aposentadoria de Cris Cyborg parecia firme, com 2026 sendo o ano-limite para sua carreira nos esportes de combate. No entanto, a temível striker está agora reconsiderando seus planos de deixar as competições para se dedicar à veterinária.

Em entrevista, Cyborg explicou sua posição atual: “Esta pode ser minha última luta, mas esta é minha última luta em meu contrato PFL. Estou realmente focada em Ketlen Vieira, mas não tenho certeza do que vai acontecer depois. Nestes últimos dois anos, venho dizendo que talvez possa ser meu último ano, e tenho muitos projetos depois que me aposentar. Mas esta será minha última luta em meu contrato.”

A lutadora não descarta a possibilidade de continuar: “Talvez eu continue lutando. Não tenho certeza se vai acontecer.” Ela enfatiza sua condição física e mental: “Eu sei que estou lutando melhor do que quando tinha 21 anos. Me sinto melhor aos 41 do que aos 21. Eu treino de forma inteligente, me recupero. Faço tudo por mim, para poder competir em um nível mais alto, continuar a competir em um nível mais alto aos 41 anos de idade. Sou muito grata. Agora só me concentro nesta luta. Sei que qualquer coisa pode acontecer.”

O impacto de Jake Paul e a fusão PFL-MVP

Nos últimos seis anos, Cris Cyborg enfrentou as melhores competidoras do MMA feminino fora do UFC. Contudo, ela sentiu a falta de grandes oponentes de renome, como uma revanche com Amanda Nunes, a única a vencê-la em 20 anos, uma luta contra Kayla Harrison ou o tão sonhado confronto com Ronda Rousey.

No boxe, Cyborg também encontrou dificuldades para conseguir lutas de alto nível, com adversárias como Claressa Shields apresentando inúmeras razões para evitar o confronto. No entanto, a perspectiva de uma fusão entre a Most Valuable Promotions (MVP) de Jake Paul e a PFL, no final do ano, acendeu a esperança de Cyborg por grandes oportunidades.

A lutadora se mostra otimista com a união: “Foi incrível o que aconteceu com a fusão da MVP com a PFL. Acho que então, juntos, podemos ser fortes. Pode ser incrível para as artes marciais mistas. Até Jake Paul está dizendo: ‘Se vocês são agentes livres, venham até mim, vou fazer vocês ganharem dinheiro.’ Então, vamos ver o que vai acontecer.”

Próximo desafio: A defesa de cinturão contra Ketlen Vieira

Antes de qualquer decisão sobre a aposentadoria, Cris Cyborg tem um compromisso marcado e de grande importância. Ela defenderá seu cinturão peso-pena feminino contra Ketlen Vieira em 22 de agosto, no evento principal do PFL Tampa.

Esta luta não é apenas uma defesa de título, mas também a última batalha sob seu atual contrato com a PFL, tornando-a um ponto crucial para definir os próximos passos da carreira da lendária lutadora. O resultado e o desenrolar das negociações futuras com a PFL, especialmente após a fusão com a MVP, serão determinantes para o futuro de Cris Cyborg no cenário das lutas.


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