O cenário do UFC foi agitado por uma questão peculiar levantada por um de seus maiores nomes. Max Holloway, ex-campeão peso-pena e detentor do cinturão BMF, expressou sua perplexidade diante da atitude de Islam Makhachev, que tem exibido publicamente dois cinturões de campeão.
A atitude de Makhachev, embora celebrando conquistas notáveis, gerou controvérsia, especialmente porque ele não detém mais um dos títulos que ostenta. Essa situação reacende discussões sobre o significado dos cinturões e a percepção dos lutadores sobre seus feitos históricos.
A polêmica em torno dos cinturões duplos de Islam Makhachev e as dúvidas de Max Holloway foram amplamente divulgadas em seu canal do Kick, conforme informações da fonte de conteúdo.
A Conquista Histórica de Makhachev e a Dinâmica dos Títulos
Recentemente, Islam Makhachev fez história ao defender com sucesso seu título dos meio-médios, em uma vitória por decisão unânime sobre Ian Machado Garry no UFC 330. Essa conquista o colocou em um grupo seleto de lutadores, incluindo Henry Cejudo, Daniel Cormier, Jon Jones e Amanda Nunes, que conseguiram defender cinturões em duas categorias de peso distintas.
No entanto, a situação se torna complexa ao lembrarmos que Makhachev havia anteriormente abdicado de seu título peso-leve, de 155 libras, para ascender à categoria de 170 libras. Desde então, o cinturão peso-leve já teve novos donos, com Ilia Topuria e, mais recentemente, Justin Gaethje, que o conquistou ao superar Topuria no UFC White House.
Essa sucessão de campeões na categoria leve, após a saída de Makhachev, é o cerne da confusão de Holloway. Para ele, a exibição dos dois cinturões do UFC por Makhachev, um deles já não mais sob sua posse, parece incongruente com a realidade atual das divisões.
O Questionamento Direto de Max Holloway sobre os Cinturões
Em seu canal no Kick, Max Holloway não hesitou em vocalizar sua dúvida de forma direta e incisiva. “Por que diabos você tem dois cinturões?”, questionou Holloway, expressando sua perplexidade com a situação. Ele sugeriu que poderia ser por “aura”, mas imediatamente contrapôs a ideia, “Quer dizer, é o que é, tipo, você é, mas você não é”.
A principal crítica de Holloway reside no fato de que, embora Makhachev tenha sido um campeão duplo, sua defesa atual se restringe a uma única categoria de peso. “Aquilo foi temporário, mas agora você está defendendo um cinturão, irmão”, afirmou Holloway. Ele concluiu sua observação com um tom de incerteza, “Por que você continua, eu não sei. Eu não sei, pessoal”.
A fala de Holloway destaca a percepção de que a posse de um título é algo ativo, uma responsabilidade de defesa contínua. Para ele, manter a exibição do cinturão peso-leve, mesmo após tê-lo vacante, pode distorcer a imagem da hierarquia atual do esporte.
Precedentes e a Coleção Pessoal de Islam Makhachev
É importante notar que, a cada vez que um lutador vence ou defende um campeonato no UFC, um novo cinturão é produzido. Isso significa que Islam Makhachev, de fato, possui uma coleção de cinturões para exibir, representando suas vitórias e defesas ao longo da carreira. Não é incomum que lutadores tenham múltiplos cinturões em suas casas como troféus.
Além disso, Makhachev não é o primeiro lutador a ser visto com dois cinturões. No entanto, o ponto levantado por Holloway é mais específico: a exibição pública de um cinturão que já foi vacante, especialmente quando não há planos aparentes de retorno àquela categoria de peso para disputá-lo novamente, gera um certo desconforto e questionamento sobre a mensagem transmitida.
O Legado de Holloway e o Contexto Atual dos Títulos do UFC
Max Holloway, por sua vez, conhece bem o sabor da glória e a responsabilidade de ser campeão. Ele reinou como rei dos penas de 2017 a 2019 e, mais recentemente, conquistou o título “BMF” em 2024, com um nocaute espetacular sobre Justin Gaethje no UFC 300, um momento que entrou para a história do esporte.
Seu questionamento sobre os dois cinturões de Islam Makhachev não vem de um lugar de inexperiência, mas sim de um profundo entendimento do que significa ser um campeão do UFC. A discussão, impulsionada por Holloway, certamente adiciona uma camada interessante ao debate sobre legitimidade e a percepção dos títulos no mundo do MMA profissional.

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