O UFC 330 entrou para a história, e Islam Makhachev permanece como o campeão dos meio-médios. O evento do último sábado marcou um feito notável para Makhachev, que se tornou o quinto lutador na história do UFC a defender um título com sucesso em múltiplas categorias de peso. No entanto, sua vitória por decisão unânime sobre Ian Machado Garry, embora histórica, não deixou de levantar questionamentos.

Com essa vitória de Islam Makhachev, o campeão estabeleceu um novo recorde de 17 vitórias consecutivas no UFC, consolidando-se como um dos melhores lutadores desta geração. Apesar do feito, a performance, que alguns consideraram “pouco inspiradora”, abriu discussões sobre o futuro de Makhachev na categoria até 77 kg.

Após o UFC 330, a equipe do MMA Fighting se reuniu para analisar o resultado da luta principal e outras grandes histórias do fim de semana, conforme informação divulgada pelo MMA Fighting.

A Vitória Histórica e Controversa de Makhachev

A vitória de Islam Makhachev sobre Ian Machado Garry foi exatamente o que muitos esperavam, uma luta equilibrada. O jornalista Heck, do MMA Fighting, pontuou a luta em 48-47 para Makhachev, destacando que Garry teve um desempenho surpreendente. “Esta foi EXATAMENTE a luta que eu esperava, Machado Garry tinha uma chance muito maior de vencer do que a maioria lhe dava crédito, e se não vencesse, seria super apertado. Bingo!”, afirmou Heck, ressaltando a clareza do Round 3 para Garry.

Para a equipe do MMA Fighting, Makhachev é, no mínimo, um lutador entre os 10 melhores de todos os tempos. Sua capacidade de vencer, mesmo com uma performance que o presidente do UFC, Dana White, considerou que o desafiante “o deixou escapar um pouco no Round 5”, é inegável. Contudo, levantou-se a preocupação de que Makhachev pode enfrentar dificuldades contra lutadores como Carlos Prates e Michael Morales.

Lee, outro analista do MMA Fighting, expressou-se impressionado com a capacidade de Makhachev de “resolver um confronto que no papel era um pesadelo”. Ele também enfatizou o absurdo recorde de 17 vitórias consecutivas. Embora não o coloque no top 5 de lutadores mais realizados, Lee o considera possivelmente o lutador mais habilidoso que já viu, investindo ainda mais em sua jornada nos meio-médios.

Martin, também do MMA Fighting, reforçou que a vitória de Islam Makhachev o “consolida ainda mais como um dos maiores de todos os tempos”. Ele destacou que, apesar de Ian Machado Garry não ser o lutador mais popular, é um “excelente meio-médio”, e Makhachev foi apenas o segundo a derrotá-lo em sua carreira. O recorde de 17 vitórias seguidas, superando a marca de Anderson Silva, é um “feito notável” que o coloca na conversa dos GOATs, ou seja, dos maiores de todos os tempos.

Meshew, por sua vez, resumiu a luta dizendo que “MMA é difícil”. Vencer 17 lutas seguidas, subir de categoria e lutar contra Ian Machado Garry, tudo isso é difícil. Embora o evento principal não tenha sido o mais emocionante, foi “impressionante”. A vitória de Makhachev foi considerada a “maior defesa de título de um campeão em duas categorias de peso na história do UFC”, tornando suas futuras defesas ainda mais intrigantes. “Este é um dos maiores lutadores de todos os tempos”, concluiu Meshew.

O Caminho de Ian Machado Garry Após a Derrota

Após a derrota para Makhachev, Ian Machado Garry tem um futuro com muitas opções. Heck sugeriu que Garry deve lutar contra o vencedor de Sean Brady vs. Gabriel Bonfim. Ele elogiou a habilidade de Garry, mas alertou que ele precisa “voltar a tentar machucar as pessoas no octógono”, reencontrando o “instinto assassino” que Dana White mencionou.

Lee concorda que Garry tem muitas opções e que nada na luta indicou que ele não possa ser campeão do UFC um dia. Ele especula sobre um possível período de descanso para Garry, talvez até o final do ano, antes de enfrentar o vencedor de Bonfim-Brady. Martin reiterou que Garry “provou mais uma vez que pode competir com os melhores do mundo”. Para ele, a chave é superar as derrotas para Makhachev e Shavkat Rakhmonov, talvez pedindo uma revanche contra Rakhmonov ou enfrentando Michael Morales.

Meshew, de forma humorística, sugeriu que Garry precisa aprender a “machucar as pessoas”. Ele comparou a habilidade de Garry de anular os pontos fortes dos adversários a um superpoder, mas enfatizou que “prevenir as pessoas de fazer o que querem é apenas metade da batalha. Você tem que, sabe, acertá-las também.”

Mackenzie Dern no Ranking Peso-Palha: Top 5 ou Além?

A posição de Mackenzie Dern entre as pesos-palha de todos os tempos também foi um tópico de debate. Heck a colocou no 5º lugar, atrás de Zhang Weili, Joanna Jedrzejczyk, Rose Namajunas, Carla Esparza e Jessica Andrade. Ele argumentou que uma nova defesa de título, especialmente contra Zhang, a faria subir no ranking.

Lee a colocou “fora do top 5”, citando lutadoras como Zhang, Jedrzejczyk, Namajunas, Andrade (que a venceu) e Esparza com currículos superiores. Ele também mencionou as derrotas de Dern para atuais contendentes. Contudo, Lee reconheceu que a história de Dern está longe de terminar, e a ausência de Zhang no cenário pode abrir uma janela para ela construir seu legado.

Martin a posicionou “provavelmente no top 10”, mas “na margem” da lista. Ele destacou que Dern teve “algumas derrotas muito feias” em seu cartel antes de se tornar campeã, perdendo para Amanda Lemos, Yan Xiaonan, Marina Rodriguez e Amanda Ribas, nenhuma delas campeã do UFC. Para subir na lista, Dern precisa desafiar Zhang Weili.

Meshew, brincando, a chamou de GOAT (maior de todos os tempos), usando uma lógica de encadeamento de vitórias para justificar, “A matemática é clara. O que você vai fazer, discutir com a ciência?”

Destaques e Decepções do UFC 330

Além do evento principal, o UFC 330 teve outros momentos marcantes. Jeremiah Wells foi o “maior vencedor” para Heck, com sua vitória surpreendente sobre Myktybek Oralbai, que ele estava perdendo no terceiro round. A promoção de Wells, que disse que só lutaria novamente se recebesse um oponente do top 15, foi “espetacular”.

Lee destacou Edson Barboza, que se aposentou em casa, com o público o aplaudindo. “Tudo acaba mal, caso contrário não acabaria”, disse Lee, referindo-se à derrota de Barboza para Esteban Ribovics, que o “despediu com uma surra apropriada”. Martin elogiou Charles Johnson, um lutador “sempre disposto a lutar” e a “fazer um show”, que conseguiu uma finalização de twister escocês e um bônus de $100.000.

Movsar Evloev, que finalmente terá sua chance pelo título peso-pena, foi o “maior vencedor” para Meshew, que viu nisso um sinal de justiça no mundo do UFC.

No lado das decepções, Gillian Robertson foi a “maior perdedora” para Heck. Embora tenha alcançado uma disputa de título, ele acreditava que ela tinha poucas chances contra Dern, que era superior em todos os aspectos. O pior, para Heck, foi a crítica pública de seu treinador, Din Thomas, sobre sua performance, que o fez questionar se queria continuar treinando lutadores.

Joel Alvarez, para Lee, foi o “maior perdedor”. Sua luta “chata” contra Chidi Njokuani, com uma “estratégia bizarra” de trocar golpes com Njokuani, especialista em striking, em vez de usar suas habilidades de jiu-jítsu, foi decepcionante. Sua inconsistência nos meio-médios o fez perder o status de “contendente adormecido”.

Mansur Abdul-Malik, que sofreu sua segunda derrota consecutiva, foi a decepção para Martin. De uma “promessa brilhante” a quase um “esquecido”, suas derrotas recentes o fizeram perder o brilho. Meshew apontou Din Thomas como o “maior perdedor” por “detonar” publicamente Gillian Robertson, o que ele considerou um “grande erro”.

Breve Avaliação Final do UFC 330

Em uma avaliação geral do evento, Heck deu um “C+ muito generoso”, afirmando que o card dependia das lutas por título, que foram “o que foram”. Lee o descreveu como um “card sólido com viradas agradáveis e duas lutas por título que provavelmente nunca mais assistirei”.

Martin resumiu: “Islam Makhachev faz história, mas as duas lutas por título foram decepcionantes. Felizmente, as preliminares valeram a pena.” Meshew concluiu: “Islam Makhachev é especial. Talvez não da maneira que todos desejam, mas o que ele está fazendo é sem precedentes, e temos sorte de vê-lo.”


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