Nakisa Bidarian, cofundador da Most Valuable Promotions (MVP), está pronto para uma batalha no mundo das artes marciais mistas (MMA). A empresa, ao lado de Jake Paul, anunciou uma fusão com a PFL, visando criar uma nova potência no esporte.

Essa união, que operará sob a bandeira da MVP a partir de 2027, tem uma missão clara: estabelecer uma plataforma que coloque os lutadores e os fãs em primeiro lugar, prometendo redefinir o cenário.

Bidarian, ex-executivo do UFC, critica a ‘irreverência‘ percebida em relação aos atletas e a priorização da marca da empresa sobre os lutadores. As informações foram divulgadas pelo portal MMAFighting.

A Crítica Direta a Dana White e o Modelo UFC

Nakisa Bidarian, com sua experiência como ex-Chief Strategy Officer e Chief Financial Officer do UFC, conhece intimamente a estrutura da maior promoção de MMA do mundo. Ele reconhece a excelência do UFC como entidade promocional, mas também identifica áreas cruciais para melhoria.

Sua crítica mais recente se concentra na postura de Dana White, CEO do UFC. Bidarian cita um episódio em que White chamou de ‘pergunta estúpida’ a um repórter que questionava sobre a luta mais aguardada, uma atitude que ele descreve como a ‘irreverência do que isso se tornou em termos de lutadores e do produto’.

Para Bidarian, a questão central é que o modelo atual do UFC prioriza a ‘IP da empresa’ em vez de ‘construir a IP do lutador’. Ele argumenta que, embora seja um bom negócio, é fundamental que os atletas se sintam priorizados, algo que a plataforma da MVP MMA busca oferecer.

O Crescimento da MVP e Eventos Recordistas

Apesar de ser uma empresa mais recente, a MVP, que se destacou inicialmente com o boxe de influencers de Jake Paul, já acumula feitos impressionantes. Bidarian afirma que a MVP já realizou eventos ‘maiores’ que os do UFC em termos de alcance e audiência.

Ele destaca o MVP MMA 1, encabeçado pelas lendárias Ronda Rousey e Gina Carano, que ‘quebrou recordes de audiência nos EUA’ para o MMA. Essa performance, segundo ele, demonstra que a MVP é ‘uma força a ser reconhecida’ no cenário das artes marciais mistas.

Bidarian também menciona que, por trás dos panos, o UFC estaria tentando ‘prejudicar’ os negócios e a capacidade de marketing da MVP, uma acusação já feita publicamente por Jake Paul, evidenciando a crescente rivalidade entre as organizações.

A Visão ‘Lutador em Primeiro Lugar’ da MVP MMA

O pilar central da visão da MVP MMA é a promessa de uma remuneração justa e equitativa para os atletas. Bidarian declara que eles querem que os lutadores recebam a ‘grande maioria’ da receita gerada por seus eventos, um contraste direto com as críticas históricas sobre a divisão de lucros no UFC.

Esta política, combinada com a expertise promocional da MVP, especialmente no engajamento com as gerações Z e Alpha, visa ‘mudar fundamentalmente o MMA’. A empresa acredita firmemente que há uma demanda de mercado para essa abordagem mais focada no atleta e em sua valorização.

Desafiando o Monopólio: UFC vs. MVP

A ambição da MVP é clara: ser o principal concorrente do UFC. Bidarian compara a rivalidade que desejam criar com as grandes marcas globais, como ‘Nike e Adidas’ ou ‘Coke e Pepsi’, onde o objetivo é que se torne ‘UFC e MVP’ no esporte de combate.

Ele reconhece que a MVP não se tornará a marca de referência do esporte ‘no próximo ano ou dois’, mas pede ‘um pouco de tempo’ para mostrar como sua expertise em novas gerações pode diferenciar sua plataforma da ‘marca de referência existente’.

A confiança de Bidarian reside na capacidade da MVP de ‘colocar um evento que foi tão grande, se não maior, do que os eventos que eles [UFC] já realizaram’. Ele reitera que a MVP fez ‘algo único, é diferente, há uma demanda de mercado para isso’, prometendo um futuro inovador para o MMA.


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