Alex “Poatan” Pereira revela planos ambiciosos e incertezas sobre futuro em nova categoria de peso, visando título

Alex “Poatan” Pereira está prestes a protagonizar o co-evento principal do UFC Casa Branca neste domingo, enfrentando Ciryl Gane pela chance de conquistar o cinturão interino dos pesos-pesados. Esta seria a terceira categoria em que o brasileiro ostentaria um título, um feito notável em sua carreira no MMA.

Além da disputa pelo cinturão, a recente renovação de contrato de Poatan com o UFC, garantindo mais oito lutas, tem gerado grande repercussão. Aos 38 anos, a sua ascensão para a divisão dos pesos-pesados, acompanhada por vídeos que circularam nas redes sociais, tem sido alvo de intensas análises e especulações por parte de fãs e especialistas.

Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, Poatan abordou as dúvidas sobre seu camp e a oportunidade inesperada no UFC Freedom 250. Ele esclareceu que a decisão de subir para os pesos-pesados foi tomada antes mesmo do anúncio da luta principal, consolidada no momento da assinatura de seu novo contrato em março. Conforme informação divulgada pela ESPN Brasil, o lutador declarou: “Foi quando eu renovei meu contrato com o UFC e fiz mais oito lutas. Então eu falei: ‘Eu quero lutar no peso-pesado’. O que vocês decidirem para mim tá bom. E eles vieram com a Casa Branca e eu falei: perfeito!”

O futuro incerto das oito lutas contratuais

Apesar de ter assinado um contrato com o UFC para mais oito lutas, Alex “Poatan” Pereira não garante que cumprirá todas elas. O lutador expressou seu desejo de continuar ativo e evoluindo, mas reconhece que o fator tempo e as condições físicas podem influenciar sua decisão futura. “Na minha cabeça eu acredito que eu gostaria (de fazer as oito lutas no contrato), por que eu amo lutar, ainda mais da forma que eu venho fazendo. Cada vez mais evoluindo. Com certeza eu tenho isso em mente. Mas meu corpo talvez não pense dessa mesma forma. Então isso é, a cada luta eu tenho que sentir e ver o que eu quero para mim”, analisou o brasileiro.

O desafio de Ciryl Gane e a força dos pesos-pesados

Antes de pensar em longo prazo, o foco de Poatan está no confronto contra Ciryl Gane. O brasileiro, que subiu na balança com 113,8 kg, reconhece a força e a agilidade do adversário francês. Poatan destaca a importância da força na categoria dos pesos-pesados, onde um único golpe pode definir o resultado da luta.

Apesar de sua própria força e do impressionante físico apresentado, que chamou a atenção de muitos, Poatan demonstra familiaridade com seu peso atual. “Pior que até hoje eu falo: ‘Pô, cara, eu não sei, mas eu estou grande assim?’ Para mim, eu sempre fui grande. Mesmo no peso médio, tive 107 quilos, eu cheguei a pesar 110 no meio-pesado. E no peso-pesado, eu cheguei a pesar 116, 117 quilos. Então, eu não consigo ver da forma que eles veem”, comentou.

Adaptação e impacto na agilidade

Poatan acredita que, apesar do ganho de massa, sua agilidade não será comprometida a ponto de fazer diferença no octógono. Ele admitiu que no início do camp sentiu-se mais pesado e inchado, mas que sua forma física já se adaptou à nova categoria. “Bom, acho que no início do camp ali eu estava muito pesado, meio inchado. Eu postei algumas coisas e deu pra ver nitidamente que meu corpo estava diferente. Mas hoje também, se você olhar já está um formato diferente, então eu acho que talvez (eu perdi) um pouco de agilidade, mas acho que isso não vai fazer diferença”, pontuou.

O debate sobre o “Maior da História”

A possibilidade de se tornar triplo-campeão coloca Poatan no centro de discussões sobre quem é o maior lutador da história do MMA. No entanto, o brasileiro prefere não se colocar nesse patamar, deixando a decisão para o tempo e a percepção do público. “Não sou eu que resolvo, nem o Dana White falando, não é ele que resolve. Eu acho que isso abre muitas discussões, muitas pessoas, porque se valesse só o que o Dana White falasse, então eu ia ficar muito feliz por ser o maior da história”, disse.

A noite de domingo trará a resposta se Poatan conseguirá fazer história e conquistar seu terceiro cinturão, solidificando ainda mais seu legado no esporte.


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